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A PRESENÇA DA ARTE NO ATENDIMENTO PSICOPEDAGÓGICO

24 de outubro de 2019

Laura Monte Serrat Barbosa

Arte pode ser definida como habilidade, como elemento aculturador, como veículo de cunho político e social, como aquela que denuncia e anuncia a mudança, como dom, como elemento que assume e revela as características do momento histórico; como forma de expressão de sentimentos, ideias, reflexões, crenças…

Diante de tantos enfoques sobre o que seja a Arte, ousarei articular alguns deles e construir o meu olhar a este respeito:

Arte é uma manifestação humana, que vem se desenvolvendo no percurso histórico e que representa e expressa pensamentos, ideias, sentimentos, posições, ao mesmo tempo em que denuncia questões sociais, humanas, ambientais e outras; e anuncia o caminho da transformação.

Para nós, eternos aprendizes, a presença da arte é fundamental, pois por meio dela podemos nos apropriar da construção de conhecimentos ao longo da história da humanidade, podemos nos encontrar conosco, com nossas origens, podemos refinar nosso olhar, nossa escuta e apurar a capacidade crítica, podemos interagir com outras culturas, podemos pensar/sentir, sentir/ pensar; expressar por meio de narrativas, de gestos, de imagens, de melodias… Focando/desfocando, totalizando/recortando, montando/desmontando, construindo/desconstruindo, enfim vivendo intensamente nossa capacidade de criar olhares, saberes, fazeres e sensibilidade ativa que nos encaminhe para a melhoria de nossas vidas, do ambiente e dos nossos convivas.

Como estamos precisando, neste momento histórico, da Arte!

Neste sentido a arte é ferramenta, é instrumento para o processo de conhecer, de aprender mais e melhor, para agir no mundo.

As crianças que recebo têm chegado muito racionais, ou muito fantasiosas, com dificuldades de aprender e com dificuldades de perceber o seu entorno, de observar, de escutar, de pensar e de fazer. Ansiosas, algumas esperam, embora, sem desejar, uma enxurrada de letras e números e um passo de mágica para que rapidamente saibam aquilo que não estão conseguindo aprender nos espaços de aprendizagem formal.

Estranham quando lhes apresento obras de arte, livros de arte, possibilidades de expressão artística. Um dia uma delas me disse: “Mas minha mãe disse que eu vim aqui para aprender a ler e escrever e você não está respeitando isso”. Ao que lhe respondi: “Ler e escrever não são ações separadas do mundo, representam uma forma de conhecer e expressar coisas do mundo e por isso precisamos olhá-lo de diferentes formas; pegar no mundo de distintas maneiras, viver as situações intensamente para podermos ter o que escrever e aproveitar, de verdade, o que lemos.

Aprender a ler a arte e a expressar-se por meio dela é uma forma de desenvolver percepção, discriminação, atenção, sensibilidade, preocupação, cuidado, originalidade, e muitas outras habilidades e competências das quais necessitamos para aprender um dos mais importantes instrumentos simbólicos de algumas culturas – a linguagem escrita.

Aprender a ler a arte e a expressar-se por meio dela é uma forma de desenvolver percepção, discriminação, atenção, sensibilidade, preocupação, cuidado, originalidade, e muitas outras habilidades e competências das quais necessitamos para aprender um dos mais importantes instrumentos simbólicos de algumas culturas – a linguagem escrita.

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